Falta de água pode gerar inquérito


Os depoimentos de moradores, colhidos durante o encontro, serão levados ao Ministério Público

Gestores municipais, líderes da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e dezenas de representantes dos bairros atingidos pela falta d´água se reuniram em uma audiência pública, na tarde de ontem, na Câmara Municipal de Fortaleza, para debater e sugerir soluções na tentativa de resolver o problema da irregularidade na distribuição do serviço em Fortaleza.Para a Cagece, o maior desafio tem sido abastecer bairros da Capital sem que seja preciso deixar outros locais com falta d´água : 

Os dados e depoimentos colhidos durante o encontro serão encaminhados ao Ministério Público do Ceará para que, se necessário, seja aberto um inquérito sobre o caso. O transtorno causado pela insuficiência do serviço persiste, atualmente, em 18 bairros da Capital.

Entre eles, Alagadiço Novo, onde vive Gorete Manso, representante do bairro. Ela afirma que mora na região desde 2004 e convive com a situação há mais de dois anos. "Na minha rua, nunca tive água durante o dia, ela só chega às 18 horas e as interrupções são comuns", diz.

Rotina

Apesar das obras que vêm sendo feitas para reverter o caso, Gorete reforça a necessidade de abastecimento diário e contínuo, e não em horas isoladas do dia. No Alagadiço Novo, as donas de casa precisam acordar de madrugada se quiserem ter roupa limpa no outro dia. "Vocês tem noção do que é mudar a rotina pra ficar vigiando se a água vem ou não?

Moradores de outros bairros, como Conjunto Palmeiras, Curió e Jardim Iracema se mostram insatisfeitos, também, com as contas que chegam nas residências, mesmo sem o abastecimento de água regular.

O gerente de operações da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), André Facó, reconheceu que o problema atual está relacionado à distribuição irregular da água. Ou seja, atualmente, o maior desafio da Companhia tem sido abastecer os bairros sem que seja preciso deixar os outros locais sem água.

Outra dificuldade, conforme Facó, é o transporte da água para lugares que apresentaram crescimento populacional considerável durante os últimos anos.

"Para isso, é preciso implantar novas estruturas de transporte, novos auditores e tubulações", diz ele. A garantia definitiva de ampliação e melhoria do abastecimento deve ocorrer com o término da primeira etapa da obra da Estação de Tratamento de Água (ETA) Oeste, em Caucaia, prevista para o fim de 2014. Até a metade de 2013, o problema deve ser minimizado.

A estrutura, diz André Facó, aumentará, de forma decisiva, a distribuição de água para toda a região Norte de Fortaleza.

fonte:diário do nordeste
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