Britânica condenada à morte esperava pena de 15 anos e denuncia ameaça


Advogados da dona de casa britânica Lindsay June Sandiford, de 56 anos, condenada à pena de morte por traficar drogas para a ilha indonésia de Bali, se mostraram surpresos pela decisão do tribunal, proferida nesta terça-feira. Segundo o jornal australiano Sydney Morning Herald, a Defesa esperava uma sentença de no máximo 15 anos de prisão para a ré, que ajudou a polícia a prender outras pessoas envolvidas no esquema e apresentou bom comportamento na prisão. "Nós nunca esperaríamos por isso", afirmou Esra Karo Karo, que depôs a favor de Lindsay.

A britânica foi detida no último dia 19 de maio, quando foi flagrada por autoridades indonésias embarcando no país com quase 5 kg de cocaína, quantidade estimada em cerca de US$ 2,5 milhões (R$ 5,1 milhões), nos fundos falsos de um casaco. Na ocasião, ela aceitou levar policiais até a residência do também britânico Julian Ponder, que teria encomendado a droga. Lindsay alegou que apenas aceitou transportar a cocaína porque Ponder ameaçou matar seu filho.

Outras pessoas detidas com a dona de casa na ocasião receberam penas leves. Os britânicos Rachel Dougall e Paul Bales foram condenados a, respectivamente, um e quatro anos de cadeia. Também cúmplice da operação, o indiano Nandagopal Akkineni ficará cinco anos preso.

Gusti Agung Bagus Wijaya Adi, membro do juízado de três pessoas que sentenciou Lindsay à morte, justificou a decisão extrema pelo fato de a ré estar vestindo o casaco que continha droga no momento da apreensão. Além disso, os testemunhos da britânica teriam sido "contraditórios" e ela não teria "demonstrado remorso".

Ponder ainda não foi julgado, mas sua Defesa acredita em uma pena de sete anos de prisão. Única condenada à morte, ainda não se sabe se Lindsay vai recorrer.

A legislação indonésia contra tráfico de drogas é uma das mais rígidas do mundo. Cerca de 140 pessoas estão atualmente no chamado "corredor da morte", esperando pela execução - aproximadamente um terço dos condenados são estrangeiros, incluindo o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira. O consulado britânico em Bali divulgou nota na qual se declarou extremamente contrário à pena de morte em qualquer circunstância.

Fonte: Terra
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