Chega a 114 o número de mortos em explosões no Paquistão


Chega a 114 o número de pessoas mortas após explosões ocorridas nesta quinta-feira (10) em duas cidades do Paquistão, segundo autoridades.
 
O maior número de vítimas - 69 mortos e mais de cem feridos - ocorreu por causa de ataques em Quetta, capital da província do Baluchistão.
 
O primeiro de dois ataques coordenados, já na noite de quinta-feira (hora local), aconteceu num salão de sinuca, e aparentemente foi cometido por um suicida, segundo moradores.
 
Cerca de dez minutos depois, um carro-bomba explodiu, deixando cinco policiais e um cinegrafista entre os mortos.
 
O atentado aconteceu em um bairro predominantemente xiita, e o proscrito grupo sectário Lashkar-e-Jhangvi assumiu a autoria. Esse grupo extremista sunita ataca os xiitas, que compõem cerca de 20% da população paquistanesa.
 
Antes, uma explosão no mercado de Quetta havia matado 11 pessoas e ferido mais de 40, principalmente feirantes e vendedores de roupas usadas, segundo um policial. Uma criança também morreu.
 
O Exército Balúchi Unido assumiu a autoria desse ataque. Esse é um dos vários grupos que lutam pela independência do Baluchistão, uma região pobre e árida, com substanciais reservas de gás, cobre e ouro.
 
O Baluchistão abrange quase metade do território paquistanês, mas ali vivem apenas 8 milhões dos 180 milhões de habitantes do país.
 
Em outro incidente na quinta-feira, 21 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas num atentado contra pessoas reunidas para ouvir o discurso de um líder religioso em Mingora, maior cidade da região do Swat, no noroeste, segundo policiais e funcionários do hospital Saidu Sharif.
 
O médico Niaz Mohammad disse que vários feridos estão em estado grave, e outros continuam chegando. "O número de mortos pode subir."
 
Fazia mais de dois anos que um atentado militante não causava tantas mortes no Swat. Essa região montanhosa, outrora um destino turístico, está sendo administrado pelo Exército paquistanês desde uma ofensiva que expulsou militantes do Talibã, em 2009.
 
O Talibã continua sendo capaz de realizar ataques na região, mas um porta-voz negou que o grupo islâmico tenha cometido o atentado de quinta-feira.

Fonte: Reuters 
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