Imóvel próprio é sonho de 7,9 mi de famílias

Segundo levantamento divulgado ontem, essas pessoas pretendem adquirir o bem em um prazo de até dois anos
São Paulo/Fortaleza. Adquirir uma casa ou apartamento próprio ainda é um sonho de muitos brasileiros, principalmente no que diz respeito aos inseridos na classe média, onde se concentra a maior parte da procura pelos imóveis. Para se ter uma ideia, de acordo com um levantamento nacional divulgado ontem pelo Data Popular, instituto especializado em mercado emergente no Brasil, 7,9 milhões de famílias de classe média pretendem adquirir tal bem nos próximos dois anos, o que poderia contribuir para uma eventual redução do déficit habitacional, que no Ceará é de 160 mil.


Conforme o Data Popular, o Nordeste é a região brasileira com o maior percentual de famílias de classe média que possuem moradia própria, com índice de 80%. Somente 15% dos nordestinos vivem de aluguel FOTO: JOSÉ LEOMAR

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), Roberto Sérgio Ferreira, o índice consolida a classe média como o carro-chefe de mercado imobiliário. Conforme diz, "as classes mais elevadas não têm muito interesse em residências porque já possuem as suas, o inverso do que acontece com a parcela mais carente da população, que apesar de sonhar com a casa própria, infelizmente não pretende adquiri-la por falta de recursos".

Pouco aluguel no Nordeste
Segundo o instituto Data Popular, o Nordeste é a região brasileira com o maior percentual de famílias que possuem casas e apartamentos próprios, sendo o índice de 80%. Segundo o levantamento, apenas 15% dos nordestino de classe média vivem de aluguel, enquanto 5% residem em locais cedidos.

"Isso acontece porque o custo da construção é bem mais caro no Sul do Brasil, o que acaba encarecendo os empreendimentos e freando o interesse do público de lá em obter imóveis próprios", explica Roberto Sérgio.

MCMV ajuda pouco
Sobre o déficit habitacional cearense, o presidente do Sinduscon-CE lamentou o fato do programa Minha Casa, Minha Vida ter contribuído pouco para a redução de tal problema social, já que, das 56 mil residências prometidas em 2010, quando a Habitafor (Fundação Habitacional de Fortaleza) começou a cadastras os possíveis beneficiados, apenas cerca de 12 mil já foram entregues às famílias.

"Se tivéssemos desenvolvido o programa com mais intensidade, talvez estaríamos em uma situação mais tranquila. O que complica é que os problemas são muitos. Para citar alguns: burocracia, licenciamento ambiental, preço do terreno, falta de mão de obra", diz Sérgio.

Como pagar

Ainda de acordo com o levantamento divulgado ontem, para adquirir o imóvel próprio, oito em cada dez das famílias planejam utilizar linhas de financiamento habitacional, enquanto as demais devem pagar à vista com recursos próprios ou conquistados com consórcios.

Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular, explicou que esse desejo pelo imóvel próprio não significa apenas que a classe média esteja interessada em sair do aluguel. "Boa parte dos que querem adquirir um imóvel é formada também por recém-casados que vivem com os pais e sogros", explicou.

Para o Instituto, o total de famílias da classe média é de 31,4 milhões, que representam 54% dos domicílios brasileiros. Dentro desse quadro, 75% têm imóvel próprio, 18% pagam aluguel e 7% vivem em moradia cedida.

A classe média da região Centro-Oeste é a que apresenta a maior proporção de residências alugadas ou cedidas: 38%. Ainda assim, seis em cada dez domicílios (62%) são de propriedade de seus ocupantes.

Classificação

O Data Popular classifica a classe média entre limites de renda familiar média mensal de R$ 1.110 a R$ 3.875. Segundo a entidade, R$ 1.109 ou menos caracteriza a classe baixa e R$ 3.876 ou mais representa às classe mais elevadas.

Os dados para o levantamento se basearam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Déficit
160 mil é o déficit habitacional do Ceará, conforme informações do presidente do Sinduscon-CE, que lamentou o pouco impacto do Minha Casa, Minha Vida 

FONTE:DIÁRIO DO NORDESTE

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