Restos mortais de Dom Pedro 1º e suas mulheres são exumados para estudo na USP


Exumação de D. Pedro I (Foto: Divulgação/Valter Diogo Muniz)
Os restos mortais de Dom Pedro 1º e de suas duas mulheres, Dona Leopoldina e Dona Amélia, foram exumados para estudo de mestrado do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (USP), pela primeira vez em 180 anos. Os corpos saíram do Parque da Independência, junto ao Museu do Ipiranga, em São Paulo.

Com os estudos de ressonância magnética e tomografias no Hospital das Clínicas, a arqueóloga Valdirene do Carmo Ambiel pôde descobrir que o imperador tinha quatro costelas fraturadas decorrentes de quedas de cavalo, o que teria inutilizado um de seus pulmões e pode ter agravado a tuberculose que o matou, em 1834, aos 36 anos.

Outro fato curioso e desconhecido até então é que a imperatriz Amélia de Leuchetenberg, segunda mulher de d. Pedro 1º, foi mumificada. Ela morreu em Lisboa em 1876, e seus restos mortais, trazidos à cripta do Ipiranga em 1982, conservam pele e órgãos internos intactos. Cabelos, cílios, unhas, globos oculares e órgãos como o útero estão preservados.
Dona Amelia surpreendeu por estar mumificada (Foto: Divulgação/Valter Diogo Muniz)

O primeiro imperador do Brasil foi enterrado como general português, vestido com botas de cavalaria, medalha que reproduzia a constituição de Portugal e galões com formato da coroa do país ibérico.

As análises desmentiram um fato que era tido até agora como verdade histórica. Dona Leopoldina não tinha nenhuma fratura no fêmur, enquanto há a história de que ela teria caído ou sido derrubada por Dom Pedro de uma escada no palácio da Quinta da Boa Vista.

As informações foram publicadas no jornal O Estado de S. Paulo desta segunda-feira (18).

Fonte: UOL 
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