África do Sul: policiais são detidos depois de arrastar homem algemado a viatura


01/03/2013 - 16:34

O caso provocou revolta no país ao expor brutalidade policial no país

Oito policiais sul-africanos foram presos acusados da morte de um moçambicano, que foi arrastado por uma viatura policial depois de ser algemado ao veículo, em Joanesburgo, informou a BBC. As investigações sobre a morte do taxista Mido Macia, de 27 anos, começaram após a divulgação de um vídeo em que ele é arrastado. Exames apontam como causa da morte ferimentos na cabeça e hemorragia interna. 
O taxista foi preso por estacionar de forma a bloquear o tráfego. Inicialmente, os oito oficiais foram desarmados e suspensos enquanto o caso era investigado. Logo depois foi anunciada a prisão dos policiais. Eles devem ser apresentados à corte na próxima segunda-feira.
O presidente sul-africano, Jacob Zuma, classificou o caso como “horrível” e “inaceitável”. A comissária de polícia Riah Phiyega agradeceu a população por divulgar o vídeo e trazer à tona um caso de “comportamento inaceitável” da polícia do país.
O Serviço de Polícia do país afirmou que dará suporte total ao Diretório Independente de Investigação Policial na apuração do caso. “Nós apoiamos totalmente o princípio da polícia também ser policiada e devemos ser transparentes sobre os resultados da investigação”, afirmou o serviço, em nota. O órgão se disse em “extremo choque e indignação” com as imagens. “Pelo vídeo que se tornou um viral, é óbvio que os direitos de Mido Macia foram violados da maneira mais extrema”.
Protestos – Vários manifestantes se reuniram na manhã desta sexta-feira do lado de fora da delegacia onde o taxista morreu. Alguns dos manifestantes acusaram a polícia de brutalidade. Segundo a Anistia Internacional, o diretório recebeu 720 denúncias de mortes consideradas suspeitas de pessoas que estavam detidas e de outros incidentes envolvendo policiais no período de abril de 2011 e março de 2012.
A polícia sul-africana enfrenta uma crise de credibilidade desde que oficiais da corporação atiraram e mataram 34 mineiros em greve em agosto de 2012. Outro caso que manchou a imagem da corporação ocorreu na investigação da suspeita de homicídio que enfrenta Oscar Pistorius, quando se descobriu que o detetive responsável pelo caso era também acusado de tentativa de homicídio.
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