Risco de epidemia continua presente

segunda feira  25.03.2013 10h27

Secretaria da Saúde alerta para os cuidados necessários apesar de as chuvas previstas serem de baixo nível


Você sabe quais são os hábitos do Aedes aegypti? Pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) revela que o mosquito transmissor da dengue é um inseto com hábitos diurnos, com horários de ataques concentrados entre 7h30 e 10h e 15h30 e 19h. Ele voa baixo, em média 1,20 metros de altura, por isso as picadas atingem, principalmente, do joelho até os pés. Além disso, só a fêmea transmite a doença.

Na Capital, o Jardim das Oliveiras é o bairro com mais notificações. Outra região que preocupa é a da Regional V, sobretudo o Bom Jardim Foto: Natinho Rodrigues

No Ceará, a quadra chuvosa já começou e, apesar de tudo indicar que teremos precipitações abaixo da média prevista para o período é preciso estar atento. O coordenador de Promoção e Proteção à Saúde da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), Manoel Fonsêca, alerta que as chuvas intermitentes que ocorrem em todo o Estado facilitam a proliferação do mosquito, que gosta de umidade e de calor.

Por causa do ambiente favorável, o gestor da Sesa afirma que alguns municípios correm o risco de sofrer nova epidemia de dengue. O risco, no entanto, é menor, uma vez que o Estado já vem de duas epidemias seguidas. Em 2011, quando predominou a dengue tipo 1, e em 2012, com predominância do tipo 4.

Conforme o último Boletim da Dengue, divulgado no dia 22 pela Sesa, 1.112 casos da doença foram confirmados só neste ano, em 59 municípios. O destaque é para Fortaleza e Tauá, com 337 e 275 do total de casos confirmados, respectivamente. Outras cidades que preocupam são Quixadá, Juazeiro do Norte, Pacajus e Itatira, que possuem alto índice de infestação.

Nélio Morais, coordenador de Vigilância Sanitária e Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) ressalta que, no ano passado, Fortaleza teve a maior epidemia de dengue de sua história e choveu abaixo da média. Além do fator climático, a questão educacional também contribui fortemente para a proliferação do Aedes aegypti.

Conforme o coordenador, mais de 80% dos focos identificados em Fortaleza encontram-se no interior dos imóveis. O acúmulo de água em recipientes, seja por descuido ou descaso, como vasilhame jogado no quintal, casca de ovo aberta, garrafas e pneus com água parada contribuem de forma bastante significativa para agravar a situação. Somado a isso têm os quatro sorotipos da doença que circulam no Estado e uma população suscetível, formando um conjunto de extrema vulnerabilidade para a ocorrências de casos e das epidemias.

Combate
Na Capital, o bairro Jardim das Oliveiras lidera com maior número de casos (21). Para tentar controlar a situação, uma operação com 40 profissionais de saúde trabalhando na eliminação dos criadouros foi montada. "Existem barreiras geográficas no Jardim das Oliveiras, mas pudemos fazer um cerco na região e conseguimos debelar a situação", garante Morais. Ainda assim, o gestor acrescenta que o sinal de alerta permanece.

Entretanto, a preocupação maior é com os bairros da Secretaria Executiva Regional (SER) V, especialmente o Bom Jardim (20), Mondubim (13), Canindezinho (8), Parque Santa Rosa (6), Parque São José (6) e Vila Manoel Sátiro (5), locais de alta densidade demográfica e que possuem graves problemas de saneamento básico.

"Identificamos muitos quintais com criadouros e focos da dengue. As nossas atenções estão voltadas para estes bairros, para que eles não se tornem um barril de pólvora propulsor da dengue", salienta o coordenador da SMS. Morais frisa que é muito importante que cada um faça a sua parte e mantenha a sua casa sem focos de dengue.

FIQUE POR DENTRO
Mosquito vive em ambiente domiciliar
O Aedes aegypti, mosquito que transmite a dengue, vive principalmente no ambiente domiciliar. A fêmea do Aedes aegypti deposita os ovos nas bordas de reservatórios de água limpa, geralmente encontrados dentro das residências. Com o contato com a água, o ovo eclode, vira larva, pupa e em apenas 8 dias já é mosquito adulto, que sai voando por aí e ameaça a saúde da população.

O poder de reprodução do mosquito é enorme. O ovo da dengue consegue sobreviver por mais de um ano, mesmo se o local onde foi depositado estiver seco. Por isso, para a prevenção da dengue, é fundamental evitar o acúmulo de água parada que não pode ser protegida.

LUANA LIMAREPÓRTER 
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