Exploração de petróleo no Ceará vai ter R$ 774 milhões


Dos R$ 6,9 bilhões que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) apontou ontem como o investimento mínimo a ser feito pelas empresas vencedoras da 11ª Rodada de Licitações, R$ 774,038 milhões - 11,21% do total - serão aplicados na bacia do Ceará, que teve seis blocos arrematados, do total de 11 oferecidos no leilão de ontem. Esses recursos deverão ser utilizados, ao longo dos próximos anos, na realização de estudos e na perfuração de poços nas áreas contempladas. Não houve lance para cinco dos blocos da bacia do Estado.

Na avaliação da diretora geral da ANP, Magda Chambriard, o desempenho da bacia cearense na rodada de licitações realizada ontem pode ser considerada positivo. "Isso não quer dizer que a Bacia do Ceará seja ruim. Pelo contrário", destacou, acrescentando que a região continua sendo promissora.

Outras rodadas

Questionada sobre quando a Bacia do Ceará participará novamente de uma rodada de negociações semelhante - com os blocos não arrematados ou mesmo com novas áreas-, a diretora preferiu não apresentar nenhuma previsão e afirmou que, assim como os blocos de outras bacias, os que não foram adquiridos ontem passarão por novos estudos e serão ofertados conforme sejam considerados atrativos.

Com o arremate dos seis lotes na bacia cearense, a ANP arrecadou R$ 279.243.926,00, recursos correspondentes aos bônus de assinaturas apresentados pelas empresas. O montante representa 9,97% do total arrecado com todos os 142 blocos arrematados no País.

Maior investidora

A empresa com maior participação nos blocos vendidos foi a OGX, que adquiriu três blocos - um deles com 100% de participação e, através de consórcio, com participação em outros dois.

Ao todo, nove empresas demonstraram interesse no Ceará. Além das sete vencedoras, Maersk e Repsol fizeram lances, mas conquistaram pontuação inferior à das vencedoras.

Na Bacia Marítima Potiguar, cuja parte da área se localiza em território cearense, quatro dos dez blocos oferecidos foram arrematados.

Exploração

A fase de exploração dos blocos arrematados tem início logo após a assinatura do contrato entre a ANP e as vencedoras, o que deve ocorrer no dia 6 de agosto. No caso da Bacia Cearense, o prazo para a exploração dura até sete anos.

Fonte: Diário do Nordeste 
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