Operação da PF apreende carros e documentos de Cavendish no Leblon

 01/10/2013 19h50
Henrique CoelhoDo G1 Rio

Fernando Cavendish, ex-diretor da Delta, não quis responder aos parlamentares e foi dispensado da CPI (Foto: Antonio Augusto/ Agência Câmara)Fernando Cavendish, ex-diretor da Delta
(Foto: Antonio Augusto/ Agência Câmara)
A Operação Saqueador, que ocorre simultaneamente no Rio, em São Paulo, e em Goiás para investigar desvios de dinheiro públicos praticados pela construtora Delta, aponta o desvio de R$ 300 milhões para 19 empresas de fachada.
O cumprimento dos 20 mandados de busca e apreensão incluíram apreensão de três veículos, documentos e computadores na casa de Fernando Cavendish, ex-presidente da Delta, na Avenida Delfim Moreira, no Leblon, Zona Sul do Rio. A operação, que começou às 6h desta terça-feira (1º) nos três estados, também apreendeu R$ 350 mil em espécie. O coordenador da operação, o delegado Tacio Muzzi, diz que são fortes os indícios de uso de dinheiro público para os desvios.
"Como a Delta atuava muito com obras públicas, existe sim essa possibilidade. Vamos continuar investigando", disse o delegado.
 

Desvios de 2007 a 2012
De acordo com o delegado, as operações teriam começado em 2007 e se estendido até 2012, quando foi iniciada a CPMI do Cachoeira em Brasília. A investigação teve início a partir do envio da documentação da Comissão Parlamentar de inquérito para apurar as investigação de uma organização criminosa no estado de Goiás. Muzzi ainda explicou como era realizado o esquema:

"Essa transferência era feita pela empresa de engenharia para contas de empresas de fachada e grande parte era sacada em espécie", disse o delegado, que apontou os indícios que levaram aos mandados de busca e apreensão.

"Muitas dessas empresas possuíam uma sede social não compatível com o montante de recursos. Algumas tinham sócios não tem capacidade financeira compatível com o volume. Algumas nunca tiveram funcionários registrados, e nem uma sede social real", explicou ele. Muzzi finalizou dizendo que ainda serão apuradas as participações de políticos no esquema criminoso investigado pela operação Saqueador.

Caso sejam condenados, os responsáveis podem responder pelo crime de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, peculato, entre outros crimes.

Os delegados não divulgaram nomes de pessoas físicas e jurídicas envolvidas durante a apreensão.

A Operação Saqueador aprofunda as investigações da Operação Monte Carlo, que revelou um esquema de exploração de jogos ilegais e corrupção comandado pelo contraventor Carlinhos Cachoeira.

Foram verificados indícios de transferências milionárias de recurso da Construtora Delta para sociedades de fachada. A investigação começou a partir do envio da documentação da Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada no ano de 2012 para investigar uma organização criminosa que atuava no Estado de Goiás.
Investigação
A investigação começou a partir do envio de documentação pela Comissão Mista Parlamentar de Inquérito instaurada no ano de 2012 para investigar uma organização criminosa que atuava no estado de Goiás.

Os responsáveis pelo crime irão responder pelo crime de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, peculato, entre outros.
Entenda a Operação Monte Carlo
Carlos Cachoeira é acusado de chefiar um esquema de exploração de jogos ilegais e corrupção em Goiás e no Distrito Federal. Ele foi preso em 29 de fevereiro de 2012, quando a Operação Monte Carlo foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF). Todos os envolvidos na organização recorreram da sentença e aguardam em liberdade.

Cachoeira foi condenado a 39 anos e 8 meses de prisão pelo juiz federal no processo oriundo da Operação Monte Carlo, pelos crimes de peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha.
O nome de Cachoeira aparece envolvido em duas operações da Polícia Federal: a Monte Carlo e a Saint Michel. A Saint Michel é um desdobramento da Operação Monte Carlo, que apurou o envolvimento de agentes públicos e empresários em uma quadrilha que explorava o jogo ilegal e tráfico de influência em Goiás.
O bicheiro obteve liberdade em 11 de dezembro do ano passado, dias depois de ser preso em razão de sua condenação. Antes, ele havia ficado preso no presídio da Papuda, em Brasília, por nove meses. No dia 28 do mesmo mês, ele se casou com Andressa Mendonça.
*Colaborou G1 GO
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