Argélia ignora problemas políticos e declara torcida para França na Copa do Mundo

Terça Feira 01/07/2014
A antiga hostilidade entre argelinos e franceses parece ter dado um tempo na Copa do Mundo. Assim que o árbitro apitou o fim da derrota da Argélia para a Alemanha nesta segunda-feira (30), pelas oitavas de final da Copa do Mundo, torcedores do país africano declaram seu apoio aos antigos colonizadores. A animosidade terminou em samba nas areias de Copacabana, no palco montado para a Fifa Fan Fest.

Mohamed Raís, de 27 anos, nasceu e mora em Paris e só lamenta os problemas civis. O torcedor espera que o futebol seja pelo menos um transformador na relação tensa entre os dois países.

— Acho que vocês brasileiros não sofrem este tipo de problema. Temos muitas coisas ruins por lá, mas não dá para torcer contra. Meus pais são da Argélia, minha família toda é da Argélia, mas eu nasci na França. Eu sou francês e vou apoiar eles.

Apesar do otimismo dos torcedores no Brasil para acompanhar a Copa do Mundo, a própria seleção francesa historicamente registra conflitos com imigrantes argelinos. Do atual elenco, o atacante Karim Benzema, filho de argelinos, se recusa a cantar o hino francês dado à apropriação de uma estrofe de entidades de ultra direita. O próprio craque Zinedine Zidane, outro filho de imigrantes argelinos, teve um momento de questionamento na equipe nacional.

Segundo franceses, o principal problema estaria no verso “que um sangue impuro banhe nosso solo”. A letra é de 1792, época em que o território nacional estava dominado por exércitos estrangeiros. Em uma nova leitura, no entanto, a frase é considerada um ataque aos imigrantes.
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